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Alimento de Gato

Gato a comer

Os gatos passam 50% das suas vidas em sono leve e 15% em sono profundo – é difícil mas alguém tem de o fazer! Parte dos restantes 35% são passados a comer. Esta é, sem dúvida, uma das nossas actividades preferidas, mas aqui a regra “conta, peso e medida” é crucial uma vez que a obesidade é um fenómeno cada vez mais frequente nos felinos e muito pouco saudável.

  • Para começar, devemos ter um cantinho só nosso na cozinha, protegido com um tapete ou folhas de jornal (para facilitar a limpeza!) e onde deve colocar um recipiente para a água e outro para a comida. Se eu não for “gato único”, cada um de nós deve ter os seus próprios recipientes e estes devem estar sempre limpinhos! Por experiência própria, aconselhamos o uso de comedouros e bebedouros pesados para que não virem com facilidade. Atenção que os recipientes plásticos podem causar, em alguns gatos, uma reacção alérgica denominada Acne Felina.
  • Adoramos ir petiscando ao longo do dia e a ideia é ter sempre comida disponível, até porque podemos comer entre 10 e 20 pequenas refeições diariamente. Assim sendo, o ideal (não acredito que vou dizer isto!) é mesmo a ração seca porque, para além de não se estragar, não emite cheiro. Como diz a senhora da televisão: “Ambrósio, apetece-me algo!” e, no que toca à ração seca, esta deve ser sempre da gama premium.
  • Para além da ração seca, o nosso menu consta de: comida enlatada (que se estiver no frigorífico deve ser aquecida um pouco antes de servir!), carne (somos carnívoros e não temos receio de o admitir!), peixe cozido ou grelhado (nunca peixe cru, que pode causar a deficiência de Tiamina ou falta de vitamina B1), ovo cozido, iogurte natural, queijo fresco e requeijão. Estes podem e devem ser servidos apenas à hora da refeição, para não causar odores desagradáveis.
  • Os “frutos proibidos” dos felinos são os seguintes: doces (especialmente chocolate porque contém ácido oxálico – que impede a absorção de cálcio – e teobromina, que é tóxico para os felinos), carne de porco, enchidos, fiambre e queijo curado, entre outros. Que inveja do Garfield e dos seus sumptuosos manjares de lasanha!
  • E como estamos sempre a comer, também convém beber muita água, sempre fresca (o ideal é mudá-la duas vezes por dia) e sempre disponível para não nos engasgarmos. E por falar em engasgar, lembra-se de termos falado sobre os Egagrópilos, os rolos de pêlo que infelizmente se acumulam no nosso estômago? Para ajudar a livrar-nos deles de forma natural (pronto, não queria dizer mas vai ter que ser: vomitar) gostamos de comer ervas, principalmente relva ou alpista que facilita esta extracção. Se eu for um gato doméstico, convém ter, dentro de casa e de fácil acesso para mim, um pequeno vaso com estas verduras. Meow! Ou melhor, obrigada!
  • Tal como o meu dono, também eu não gosto de tudo aquilo que me põem no prato, por isso, esteja atento para não me desiludir na hora de lamber os bigodes! Pode parecer um mito urbano, mas existem gatos que não gostam de leite, aliás, alguns até são intolerantes à lactose! Pode dar-nos ossos (de preferência de vaca), mas evite os de porco e de galinha porque soltam lascas e podemos ficar atrapalhados!
  • Restos: sim ou não? Os entendidos dizem que não, enquanto que nós felinos dizemos que sim, pelo menos de vez em quando! A verdade é que não devemos fazer a mesma alimentação que os humanos (vocês também não comem da nossa comida, não é verdade?!) por dois motivos: podem causar desequilíbrios nutricionais na nossa dieta; e porque a comida dos nossos donos é muito temperada e causa “dependência” – depois de algum tempo não vamos querer outra coisa!
  • A nossa roda alimentar consiste em proteínas e gorduras (carne, peixe, aves, vegetais, soja), assim como hidratos de carbono, sais minerais e vitaminas. Se nos alimentar regularmente com ração seca, não precisa de nos comprar suplementos vitamínicos.
  • Outro conselho: não altere muitas vezes a nossa dieta porque, sendo extremamente sensíveis, o nosso sistema digestivo e intestinos vão ressentir-se de imediato. Antes de mexer com a nossa alimentação, fale com o Dr. Veterinário, por favor!
  • Agora, o meu tema preferido: guloseimas! Sim, aquelas que estão no armário ao lado do micro-ondas! De vez em quando (eu voto por mais vezes!) pode e deve presentear-nos com uma guloseima, mas claro, sempre daquelas especialmente concebidas para gatos. Não é fiambre da perna, mas que bem que sabe!
  • A realidade nua e crua é que muitas vezes comemos por comer, porque já dormimos a sesta, está a chover lá fora e não temos mais nada para fazer! Este tipo de comportamento pode levar à obesidade, que é um problema muito grave no que toca aos gatos. Eis algumas dicas para evitar o aumento de peso:
    • Para além da raça seca premium, quando comprar a nossa comida enlatada ou mesmo seca, tenha sempre em atenção as embalagens que indicam para que idade é que os alimentos foram preparados.
    • Opte sempre pelas melhores marcas, porque uma comida de menor qualidade vai deixar-nos com fome, o que implica que vamos comer mais, o que por sua vez implica um gato muito gordo!
    • Em vez de deixar comida sempre à nossa disposição, estabeleça um horário para as refeições, servindo os alimentos apenas nessa altura. Deixe a comida fora entre 15 e 30 minutos e depois guarde-a. Não se preocupe, nós aparecemos!
    • Se formos mais que um, alimente primeiro aquele que come mais devagar. Há sempre um esfomeado (acreditem em mim, eu sei o que estou a dizer!) que mal acaba a sua ração passa imediatamente para o comedouro do colega do lado. Nestes casos, aconselha-se que o felino seja dissuadido e até retirado do local se necessário. Assim, quem fica pode saborear a sua refeição e ver o telejornal em paz!
    • Para pôr um gato sedentário a mexer-se, não há nada como uma boa sessão de brincadeira. Quem disse que o exercício físico era aborrecido?!
    • Vigie o peso do seu felino: se as costelas estão perfeitamente à vista, estamos muito magros; se mesmo com o toque é difícil descobrir as nossas costelas, estamos com peso a mais. Em qualquer um destes casos, marque uma consulta com o Dr. Veterinário.
    • Se, num período de 24 horas, não comermos absolutamente nada, é melhor levar-nos ao Dr. Veterinário. O desinteresse pela comida pode ser o primeiro sinal que estou doente.
  • Preparei uma cábula especialmente para si e para o seu gato, que vão certamente agradecer-me:
    • Gatinho com idade até às 3 semanas – leite materno
    • A partir de 1 mês – leite próprio para animais recém-nascidos e iniciar uma alimentação sólida própria para gatos até aos 6 meses, 4 vezes por dia
    • Gato com idade entre os 6-9 meses – alimentação 3 vezes por dia
    • A partir dos 12 meses – alimentação 2 vezes por dia, às vezes até só 1

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